O trabalho com SEO (Search Engine Optimization = otimização para mecanismos de busca) é relativamente novo no Brasil e não há muito mais que 500 profissionais capacitados em SEO atuando no mercado. Nos Estados Unidos, no entanto, SEO é uma parte indivisível da estratégia de criação de um site, seja ele institucional, e-commerce ou blog.

Podemos dizer que o SEO surgiu junto com os sites de busca no início dos anos 90, quando webmasters e responsáveis por portais de conteúdo perceberam a importância de aparecer bem nos resultados das buscas. No início, eram os próprios responsáveis pelos sites que “apresentavam” seus sites aos buscadores, mas com o aumento do número de sites os buscadores passaram a desenvolver critérios para mostrar os resultados, de forma que aqueles sites que os buscadores consideram mais relevantes para uma busca apareçam primeiro. Tais critérios, os algoritmos matemáticos que analisam os sites, foram sendo desenvolvidos desde então, assim como as técnicas que os webmasters e agora os analistas de SEO para tornar seu site o mais bem colocado possível nos resultados das pesquisas.

Para que serve uma boa colocação (ranqueamento) nos buscadores? Simplificando, conhecem aquele ditado que diz que “quem não é visto não é lembrado”? Pois é exatamente isso.

A figura abaixo mostra o “mapa de calor” de uma página de resultados do Google, ou seja, mostra em uma escala cromática o grau de importância que as pessoas dão para os resultados que recebem do buscador. Quanto mais “quente” a cor, maior o interesse do usuário e maior a chance dele clicar no resultado e visitar o site. Note também a diferença de “temperatura”, ou interesse pelos links patrocinados, à direita, que indica que o usuário confia mais nos resultados orgânicos (não pagos) do que nos anúncios.

Mapa de calor do Google

A próxima figura em uma escala cromática e com valores percentuais a chance que cada resultado de pesquisa tem de ser visitado pelo usuário. Pelos dados fornecidos, sabemos que quase 60% dos usuários clicam no primeiro resultado, mas apenas pouco mais de 13% clicam no segundo resultado, e assim por diante.

densidade dos cliques

Por fim, a figura abaixo mostra o percentual de usuários que estão dispostos a procurar seu site na primeira página de resultados e nas subsequentes.

Cliques nas páginas de resultados

Na prática, o que significa tudo isso?

E-commerce (lojas virtuais): Quem vende pela internet faz parte de um mercado que cresce quase 40% ao ano no Brasil e este fenômeno se deve a fatores sólidos, como a entrada das classes C e D no mercado consumidor. Em 2010 o setor movimentou quase R$ 15 bilhões, mas 80% disso ficou com alguns poucos líderes do mercado (algo em torno de 8% do total). Com um bom trabalho de SEO as lojas menores podem equilibrar a balança a seu favor, pois seus produtos e serviços ganham visibilidade, as visitas ao site aumentam e, com isso, aumentam as vendas.

Sites institucionais: O ditado também vale aqui: sua marca precisa estar bem posicionada nos mecanismos de busca para que as pessoas possam conhecer o que você faz, qual a sua mensagem e como elas podem interagir com você.

Blogs: Quem cria e administra blogs quer que seu esforço criativo seja visto pelas pessoas. Também há muitos blogueiros que ganham dinheiro com seus blogs veiculando anúncios, guias e serviços em seus blogs.

O investimento em SEO leva em conta as particularidades de cada site e produz resultados que começam a ser percebidos pouco tempo depois do início do trabalho. Além disso, o investimento inicial mais alto se paga facilmente com o retorno obtido. Em muitos casos, não é necessário muito mais do que o trabalho inicial de SEO, mas em outros, como em e-commerce, o trabalho é contínuo para garantir a melhor visibilidade possível.

Como se vê, SEO é indispensável e gera um retorno que vale o investimento. A alternativa ao SEO é pagar propaganda. Ou ter milhares de amigos fiéis…

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